HASTA LA VITORIA, SIEMPRE!

 

leo

Leonardo Silva levantou o troféu e toda arrogância foi, finalmente, castigada.

Fala, raça!

Quando eu me ajoelhei no Mineirão para  agradecer aquela vitória épica sobre o Corinthians, não fazia a menor idéia do que o destino ainda nos reservava. Naquele momento, me bastava aquilo: eu tava com a alma lavada, sentia que 99 fora vingado e tava tudo certo. Aí veio o Flamengo com aquela marra toda, munido da confiança de quem sabe que se não for na bola vai ser no apito. Outra vez terminei o jogo de joelhos, no chão de concreto, enquanto a Massa festejava no Gigante da Pampulha: o Galo havia sido heróico novamente. Confesso que já não sabia mais se éramos um time de futebol ou cobradores do SPC/SERASA vestidos de preto e branco, correndo atrás daqueles que insistiam em fugir de suas obrigações para com a sociedade. Tomado pela alegria, decretei que parte da dívida rubro-negra estava quitada e que o restante do saldo devedor poderia ser parcelado, ad aeternum, tipo o Refis do governo federal. E fomos para a decisão.

A diferença é que dali pra frente eu não queria apenas vencer mais um jogo. Sabia que poderíamos mais. E eu comecei a desejar mais, como um faminto que já olha para o segundo prato de comida sem nem mesmo ter terminado o primeiro. Eu tinha fome de vitória e sede de vingança. Mais do que nunca, desejei ser campeão e aquilo agora era questão de honra.

Foi quando o destino aprontou mais uma vez e colocou o cruzeiro na nossa reta. O maior clássico de todos os tempos! O tira-teima do futebol nacional, o jogo entre as duas melhores equipes do país, o oásis do futebol mineiro. Nunca antes o Galo e seu maior rival haviam se enfrentado numa decisão dessa envergadura. Nunca antes estiveram em estado de graça ao mesmo tempo. Nunca. Nos últimos dois anos, Atlético e CEC jogaram o fino da bola, dominaram o futebol continental e tupiniquim. Todos questionavam qual deles era melhor, coisa difícil de responder dados os parâmetros de comparação. Em 2014, os dois times ficaram frente a frente e essa pergunta foi, finalmente, respondida.

O futebol mais vibrante, apaixonante e empolgante do país foi também o mais técnico e eficiente. Dois jogos, duas vitórias. Inquestionável. Como um rolo compressor, passamos por cima do esquadrão celeste como se estivéssemos enfrentando uma Tombense da vida, em jogo treino. A superioridade foi tamanha que Victor, acostumado a operar milagres nas grandes decisões, não precisou fazer nenhum nessa final. Na moral? Foi mais fácil do que imaginei, o que só confirma o que eu, você, o cara da BHTrans e o Brasil inteiro já sabíamos: é jogo contra o Galo, elas tremem mesmo.

Que venha a Libertadores 2015, porque meu portunhol meia-tijela já está calibrado.

Hasta la vitória, siempre!

*Post originalmente publicado antigo Terreirão, no globoesporte.com

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