QUADRADINHO DE OITO

 

oito

“As irmãs metralha vem lançando um jeito novo…”

 

Fala, raça!

Por mais que eu cultive um ódio quase mortal pelo Flamengo, tenho por aí bons amigos que simpatizam pelo time carioca e que nada tem a ver com isso, o que me causa um peso enorme na consciência nesse momento. Zoei tanto a cara desses safados hoje que não me resta outra coisa a não ser pedir desculpas pela conduta exagerada e nada exemplar que tive ao longo do dia. Sabe como é, né… não é sempre que temos a oportunidade de ver jogadores vestidos de rubro-negro fazendo o quadradinho de oito em pleno jogo oficial, ao vivo e para todo o país.

Pudesse prever isso, em nome da moral e dos bons costumes da família tradicional brasileira, teria pedido que Levir levasse o sub-15 ao invés dos titulares, mesmo com a necessidade de manter o ritmo para o jogo de quarta-feira que vem, que é o que realmente importa pra gente. Agora cá estou eu, preocupado com o Estatuto do Idoso, a Lei Maria da Penha e com o IBAMA ao mesmo tempo. Ainda bem que o filho do Bebeto da Academia não entrou em campo, caso contrário teríamos também o Juizado de Menores na nossa cola e aí a coisa ficaria tão pesada que nem o advogado do Fluminense seria capaz de limpar a nossa barra. Demos sorte.

O lado positivo disso tudo é que se o futebol acabar no Flamengo, eles podem montar um grupo de funk hoje mesmo e começar a faturar: a coreografia tá bem ensaiada e é sucesso garantido. Eu, que não sou lá muito fã desse estilo, não me importaria de escutar por aí, no batidão, uma releitura daquela velha música, sucesso nos anos 80. Porque hoje, mais do que nunca, a gente teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo, com o Wright e tudo mais. É sério.

*Post originalmente publicado antigo Terreirão, no globoesporte.com

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