O IMPOSSÍVEL CONTINUA NÃO EXISTINDO

impossivel

Por Daniel Resende*, especialmente para o Terreirão. 

Para o cidadão comum “impossível” é a palavra designada para coisas inatingíveis, uma situação irreversível, um caso perdido, algo que não há salvação. É tipo o André Bebezão no futebol. Para o atleticano, “impossível” é apenas neologismo, um termo que não existe no vocabulário preto-e-branco. Aliás, até existia, mas foi trocado por outra expressão: eu acredito.

Há pouco tempo o Mineirão se emocionou e balançou com o coro que levou o Galo ao topo das Américas. E esse grito que, junto com verdadeira torcida, vai voltando aos estádios com o único intuito de apoiar o Galo, pode trazer mais um título inédito para o clube: a Copa do Brasil. Se ela virá ou não, é consequência, coisa do jogo. Por agora, só me resta agradecer.

Obrigado ao desacreditado Levir, que recuperou a alma do Galo, coisa que havíamos perdido no primeiro semestre. Obrigado ao guerreiro Tardelli, que vem nos orgulhando através de sua iminente vontade de presentear a torcida com conquistas épicas. Valeu, Luan, pelas lágrimas da vitória e a disposição de sempre! Ao nosso capitão Léo Silva, monstro e eterno ídolo da massa. Os triunfos estavam desenhados, já estava tudo escrito. A trave que tirou os gols de Carlos, contra o Corinthians, e de Tardelli, contra o Flamengo, foi a mesma que parou o chute do Gimenez. Não podemos condená-la.

Meus caros, o Galo é gigante! Não só o Mineirão é a nossa casa, mas Minas Gerais é nosso quintal, o terreiro do Galão. Aqui, somos imbatíveis. Há muito, o Gigante da Pampulha não tremia da forma como tremeu nos últimos dois espetáculos proporcionados pelo povo de alma preta e branca. Em breve será a vez do Independência, que receberá o maior clássico da sua história. Vocês tem noção disso? Algo grandioso está nos esperando, tenho certeza! Durante cem anos, Galo e torcida viveram um casamento conturbado, mas que nunca ameaçou terminar. Ultimamente, vivem uma lua de mel que também parece interminável. E isso é bom.

E me desculpem pelo erro no começo deste texto. O Galo não extinguiu, apenas redefiniu o termo “impossível”. A palavra existe sim em nosso dicionário, mas aplicada de outra forma: é simplesmente impossível não amar o Galo! É impossível não se arrepiar com essa torcida! É impossível não se emocionar com a entrega desses jogadores.

Que venha a final.

Saudações!

*Daniel é jornalista no interior mineiro. Atleticano como tantos milhões, tem o Galo como sua maior paixão. Siga no twitter: @danielmresende

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