DESCONHECEMOS O IMPOSSÍVEL

guilherme

Serás questionado até o último dos teus dias, mesmo que injustamente.

Fala, raça.

Maldito seja o placar de 2X0 na casa do adversário, que nos faz temer pelo pior. Maldito seja esse resultado que nos traz lembranças de ídolos que não estão mais conosco e de outros que teimam em queimar a própria história. Maldito seja.

Bendito seja os dois tentos contra, que nos fazem lembrar de viradas heróicas, do choro de alegria, da testada aos 41 minutos do segundo tempo. Bendito seja esse resultado adverso, que nos faz ter a certeza de que o impossível não existe. Bendito seja.

Maldita seja a rede de Victor balançando aos quatro minutos, como um abalo císmico devastador de esperanças. Essa sina de ter a certeza de que se é pra ser, vai ser sempre do jeito mais difícil. Sempre. Vai ser com nosso craque chegando de uma viagem de mais de trinta horas e jogando com a alma. Vai ser com gol de Luan, a personificação da raça atleticana. Vai ser com costela quebrada. Vai ser com Guilherme decidindo, outra vez. E mais outra. Vai ser até com Edcarlos, esse sacana que num jogo nos mata de raiva e no outro nos mata de alegria.

Benditas sejam as viradas históricas, os jogos imortais. Bendito seja todo esforço, cada palmo conquistado. Benditos sejam os 32 mil que não arredaram pé e que estiveram no Gigante da Pampulha, esse estádio que nos agiganta ainda mais.

Valeu Victor. Valeu Jemerson, Marcos Rocha, Douglas, Donizete, Josué, Carlos, Maicosuel, Dátolo e Marion. Valeu por não terem desistido, em nenhum momento. Valeu Levir, seu velho doido.

Bendita seja a dança da vitória. Porque não há nada como um dia após o outro.

#GaloSempre

*Post originalmente publicado antigo Terreirão, no globoesporte.com

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