HABEMUS RAÇA

luan

Somos todos Luan doidão.

Fala, raça!

Quando cheguei no Horto na tarde desse domingo, sabia que a coisa seria pesada. Dava pra sentir o cheiro da tensão no ar, diferente da confiança esmagadora de outrora. Ainda faltavam vinte minutos para o começo do jogo eu já achava ter sido péssima a idéia de levar meu velho – infartado 7 vezes – ao estádio. Ê Galo.

Mesmo com inúmeros desfalques, Atlético e São Paulo travariam uma luta feroz pelas primeiras colocações na tabela de classificação: o alvinegro querendo o G4 a todo custo. O tricolor tentando se manter na vice-liderança do campeonato. Era briga de foice no escuro, meu camarada.

O primeiro tempo não foi bom pra gente e aquela desconfiança que eu tinha lá antes do jogo começar foi se transformando em certeza: era hoje que o coroa batia as botas. O Galo voltou para o segundo tempo e o miserável do André não ajudava em nada. Deu dó do bebezão. O coitado não tem culpa de ser péssimo e de ter que substituir às pressas o Jô, que resolveu curtir uma baladinha no Rio nesse final de semana. Pô, Jô… aí você acaba com a sua carreira e, de quebra, com a do bebezão.

As vaias obrigaram Levir a colocar Marion em campo. O jogo ganhou outra dinâmica e o Galo passou a ameaçar mais o São Paulo, mas não na mesma proporção em que era ameaçado, culpa do esquema kamikaze com apenas um volante. De repente, numa jogada pela esquerda, Alex Silva – que é lateral direito – colocou Luan na cara do gol. Por um segundo o Independência ficou em silêncio, aguardando a conclusão da jogada. Foi o segundo mais longo que eu já vi. Luan parou, dominou a bola, olhou para o canto esquerdo, fingiu que ia chutar lá e meteu no outro canto de Rogério Ceni. Forte. Preciso. Tranquiulo. Raçudo. A arquibancada quase veio ao chão no Independência.

Daí pra frente foi só sufoco, não existia mais técnica, nem tática. Era tudo coração e raça, até o apito final. Vencemos. Com o golzinho de Luan, seguindo à risca o manual do atleticano, capítulo 2, parágrafo primeiro: se não é sofrido, não é Galo. Ainda há de vir uma boa alma que mude essa regra, porque assim meu coração não vai aguentar. Imagina o do sô Elson.

#GaloSempre

PS.: Eu nunca vou conseguir achar normal um jogo do Galo sem arquibancada abarrotada. Se for do Mineirão, pior ainda. Jogo decisivo então, nem se fala. Lembre-se: mouse não ganha jogo. Garganta, sim. Tá virando smurf, caramba?  Então trate de ir lá gritar até sangrar na quarta-feira, no Gigante da Pampulha. Temos um jogo para vencer.

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